quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Padre Bernardo

 No feriado de 15 de novembro fui visitar meu pai que se mudou para Padre Bernardo. A viagem foi de 2:30 h de ida e de 3:00 h de volta. Fui equipada com tudo o que podem pensar: livro, dorama, música (muita música)... E a primeira coisa que fiz no ônibus quando entrei, foi sentar no lugar errado, claro. Só descobri isso ao longo da viagem quando uma família enorme entrou e foram direto na minha direção (o ônibus estava praticamente vazio). Ficaram olhando para suas passagens e olhavam para mim, pensei "Tem alguma coisa errada", mas não falaram nada. Sentaram atrás de mim e uma das filhas do casal ao meu lado. Como estava uma situação incômoda, e a filha menor deles não parava de bater no meu banco e na minha cabeça, verifiquei minha passagem e descobri q estava no assento 21 e era para estar no assento 05. Me levantei e fui para o assento correto. Durante a viagem várias pessoas entraram no ônibus pagando a passagem no ato, e uma senhora acabou sentando do meu lado, devo dizer q ela estava muito curiosa sobre a minha revista, pois não parava de olhar rsrsrs. Mas tenho que reconhecer, a revista é boa demais mesmo =D

                       Quando avisei para meu pai que já tinha chegado, levou uns 05 minutos para me encontrar na rodoviária e então fomos fazer nosso famoso passeio econômico pela cidade. Para quem não sabe, é um passeio que se faz por toda a cidade, com a finalidade de conhecer tudo, sem sair do carro. Isso mesmo, nem saímos do carro quando encontramos algo interessante. Meu pai já fez isso comigo e minhas irmãs em Goiânia, ou seja, não tenho a menor noção de como a cidade é. Não lembro de nada...


                       A cidade é realmente bem do interior, do tipo que ninguém se preocupa se está deixando ou não o carro ou a porta de casa aberta. Todos se conhecem. Poucos carros na rua. Poucas pessoas na rua. O "point da galera" é a praça da cidade que possui uma fonte que estava desligada. Parece que quebrou. Se encontram apenas para conversar. Não tem mais nada pra fazer lá.

               Vi umas mansões enormes, meu pai disse que são de fazendeiros, mas ainda tem umas construções antigas bem legais lá. No nosso caminho para comprar o frango assado no vapor do carvão (que foi o melhor frango que comi na vida), pegamos uma encruzilhada que tinha um caminhão e uma caminhonete de cada lado. Parecia aqueles filmes de faroeste, mas eram carros e não cowboys. E ficaram lá, um boooooooom tempo, esperando para ver quem ia tomar a iniciativa. Depois que um resolveu atravessar o outro esperou para atravessar. Devia ter gravado este momento, foi muito cômico.


                     Tivemos dificuldade para encontrar um lugar aberto com frango para vender, pois já eram mais de 12:00h. Essa casa fica do lado do lugar onde, finalmente, conseguimos o frango. Adorei o nome da rua: Getúlio Vargas, um dos meus presidentes preferidos.

                        Quando chegamos na casa do meu pai o que mais fiz foi falar, na verdade eu falei demais, o tempo todo. Conversamos durante horas e até esqueci de avisar minha família que tinha chegado sã e salva. O que me resultou numa repreensão por parte do meu avô. Mas depois disso, voltei a falar mais ainda rsrsrs. Infelizmente meu pai teve que suportar o meu falatório. Acho que até gostou. Almoçamos e depois vimos o filme Vovô Zona 3.

                       A cidade é tranquila até demais, mas é a cara do tipo da cidade que meu pai gosta. Ele gosta de ir para fazenda e ficar lá, com os bichos e as árvores no silêncio do campo. Ele está vivendo bem, a casa onde está morando tem uma boa estrutura e está feliz dentro do possível. Por que dentro do possível? Não é legal ficarmos longe da família ou de quem gostamos. E morar só, num lugar sem nenhum familiar ou conhecido não é algo muito agradável. Mas sei que está feliz com o trabalho que está fazendo na Emater de lá. Me descreveu o trabalho e é uma das coisas que meu pai mais gosta de fazer. Ir nos lugares de difícil acesso, analisar a terra e fazer um projeto para plantio ou criação de animais. Ele mesmo disse que não é um trabalho fácil, mas ele gosta de fazer.

                Na volta para casa, vi novamente pelo caminho, aquelas enormes depressões e serras da natureza. Era tão lindo que não pude tirar fotografia. Guardei na memória.



Um comentário:

  1. Kelen, adorei a história. Escreves muito bem, mana. Parabéns! =D

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